Autor: O apóstolo João.
Lugar: Possivelmente na ilha de Patmos, na costa ocidental da Ásia Menor, aonde João foi desterrado "por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus".
Data: Podemos dize que ainda é indeterminada, mas de acordo com a opinião tradicional, perto do ano 96 a.C.
Autoridade: É a revelação de Jesus dada por Deus 1:1
Métodos de Interpretação: De formas variadas e imaginativas são muito e cada vez mais freqüentes. Milhares e milhares de volumes têm sido escritos sobre o livro do Apocalipse. Existem quatro escolas principais que tratam deste tema.
Particularidades:
Capítulo 1.
(1) Introdução e promessa aos leitores obedientes, vs. 1-3.
(2) Saudação de João e do Cristo glorificado, vs. 4-8.
I. Visão
(1) Do Cristo glorificado, 9-16.
(2) A ordem de escrever às sete igrejas, v. 19.
(3) A mensagem às igrejas, Capítulos 2-3.
Capítulo 2.
(a) A Éfeso, a igreja reincidente, persistente no serviço, estrita na disciplina, mas esfriando-se em seu amor, vs. 1-7.
(b) A Esmirna, a igreja pobre, mas verdadeiramente rica, que enfrenta um período de perseguição, vs. 8-11.
(c) A Pérgamo, a igreja num ambiente perverso, firme mas infectada com heresia, vs. 12-17.
(d) A Tiatira, a igreja de boas obras, mas que tolerava uma falsa profetisa, vs. 18-29.
Capítulo 3.
(e) A Sardes, a igreja moribunda, vs. 1-6.
(f) A Filadélfia, a igreja fraca, mas fiel, vs. 7-13.
(g) A Laodicéia, a igreja morna, satisfeita consigo mesma, que se orgulha da sua riqueza, mas que é miserável, pobre, cega e nua, vs. 14-22.
Pensamento saliente: promessas aos vencedores.
II Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 4.
(1) A visão de Deus no céu sobre seu trono, o Criador do Universo recebendo a adoração dos seres viventes e dos vinte e quatro anciãos, vs. 1-11.
Capítulo 5.
(2) O Cordeiro abre o livro dos sete selos, o cântico novo, e a adoração universal do Cordeiro. Interpretação sugerida: somente Cristo pode descobrir os mistérios divinos mas profundos.
Capítulo 6.
(3) A abertura dos seis selos, (velada), vs. 1-17. Tem havido muitas interpretações diferentes; não vale a pena juntar outra. Uma lição clara, vs. 9-11, é que os crentes são provados pela demora divina.
III Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 7. vs. 1-8, Pensamento sugerido: Deus protege seu povo escolhido.
IV Visão.
Capítulo 7. Certezas reconfortantes.
(a) A multidão incontável dos redimidos, vs. 9-10.
(b) Os meios mediante os quais eles aparecem na presença de Deus, vs. 13-15.
(c) Suas atividades e seu gozo eterno, vs. 15-17.
V Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 8. Evento transcendental, a abertura do sétimo selo, causa silêncio no céu. v. 1.
Possível explicação. Toda a música e as vozes dos anjos silenciaram porque durante o período do sétimo selo Cristo devia sair para a sua missão na terra.
Isto não é mera imaginação. O fim do tempo evidentemente se aproximava, 10:6. Se esta interpretação é correta, em 8:1 nos encontramos na fonte exata do plano divino de salvação, e veremos que os eventos focalizam até o filho varão do capítulo.
Em 8:3-4, a idéia parece ser que as orações dos santos subiram a Deus pedindo a vinda do reino messiânico.
Capítulo 9. Logo continua uma porção velada da visão, o toque das seis trombetas, Capítulos 8 e 9, que segundo parece, anuncia os juízos vindouros.
Capítulos 10 e 11.
VI Visão. Parcialmente velada.
A única coisa clara é que os eventos parecem apontar a grande consumação pelo fato do anjo poderoso anunciar que não haveria mais demora. (10:5-7), mas que as boas novas referidas pelos profetas estão prestes a ser cumpridas.
Entre tantas opiniões diferentes, é temerário sugerir uma interpretação do livrinho do capítulo 10 e das duas testemunhas do capítulo 11. Já que estes precedem imediatamente a visão do nascimento do filho varão do capítulo 12, eles podem referir-se ao período profético anterior à vinda de Cristo.
Talvez os capítulos 12-20 contenham visões parcialmente veladas relacionadas com o grande conflito messiânico.
VII Visão.
Capítulos 12 e 13. O grande evento da época, O nascimento do filho varão, Cristo, e a manifestação simultânea dos poderes satânicos organizados para destruí-lo.
A justificação deste ponto de vista é que durante a vida de Cristo na terra os poderes das trevas estavam em intensa atividade. Note a intenção de Herodes de destruir o menino Jesus, os numerosos casos de possessão satânica e a oposição maligna que resultou na crucificação de Cristo.
Não há aqui nenhuma interpretação detalhada dos mistérios, mas se chama a atenção para as armas espirituais com as quais seria ganha a vitória, vs. 12.11.
VIII Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 14, vs. 1-13. Sem nenhuma interpretação forçada, é possível olhar este capítulo como um resumo profético do conflito vindouro entre o Cordeiro e seus inimigos.
Se este ponto de vista é aceito, nos primeiros cinco versículos os cento e quarenta e quatro mil representariam os crentes sobresselentes da primeira dispensação; os versículos 6-7 se refeririam ao começo de uma atividade missionária em todo o mundo; os versículos 8-11 seriam anúncios preliminares da vitória final, e os versículos 12-13 se refeririam à bem-aventurança dos crentes mortos.
IX Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 14. A sega e a vindima, vs. 16-20.
X Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 15.
(1) Os primeiros vencedores e seu cântico, vs. 1-4.
(2) Os sete anjos e as taças de ouro, vs. 5-8.
Capítulo 16. O derramamento das sete taças da ira, vs. 1-21.
XI Visão velada.
Capítulos 17,18. A queda de Babilônia, a cidade prostituta, e dos inimigos do Cordeiro que a venceram.
XII Visão.
Capítulo 19.
(1) O coro de aleluia no céu, celebrando a vitória espiritual, vs. 1-6.
(2) As bodas do Cordeiro, vs. 7-9.
XIII Visão.
(1) Cristo, o conquistador espiritual, sobre um cavalo branco, fere as nações com a espada do Espírito, 19:11-16.
(2) Parcialmente velada. Cristo vence a besta, o falso profeta e a seus aliados.
XIV Visão. Parcialmente velada.
Capítulo 20.
(1) O aprisionamento de Satanás, vs. 1-3.
(2) A primeira ressurreição, vs. 4-6.
(3) Satanás é desamarrado; sua atividade maligna, vs. 7-9.
(4) A queda de Satanás, a besta e o falso profeta, v. 10.
(5) O juízo final, vs. 11-15.
XV Visão.
Capítulos 21-22. Os novos céus e a nova terra. A cidade Santa, um tipo da Igreja, a esposa do Cordeiro.
Capítulo 21. Suas características: Origem celestial,21:2; radiante, v. 11; separada e protegida, v. 12; acessível, v. 13; alicerces firmes, v. 14; inabalável, v. 16; formosamente adornada, vs. 18-21; com um templo espiritual, v. 22; iluminada por Deus, vs. 23-25;glorificada, v. 26; livre de manchas, v. 27.
Capítulo 22. O paraíso restaurado. Suas características distintivas: o rio da vida, v. 1; a árvore da vida, v. 2; sem maldição, v. 3; a visão beatífica da marca divina nos santos, v. 4; o dia eterno e o domínio dos santos, v. 5.
Os últimos ensinos: fiéis e verdadeiros, v. 6; ressaltam o iminente regresso do Senhor, v. 7; deve-se adorar somente a Deus, vs. 8-9; o caráter leva à permanência final, v. 11; a última promessa, v. 14; o último convite, v. 17; a última advertência, vs. 18-19.
Bênção e oração, v. 21.
Preparado por: Daniel Borges 20/09/2002